Afinal, o que eu pesquiso?
Sou pesquisadora qualitativa interdisciplinar com foco em experiências vividas em contextos de marginalização, incluindo equidade em saúde e deficiência.
Minha pesquisa começou investigando como mulheres cristãs conservadoras constroem identidade ao incorporar práticas não normativas — como misticismo — em suas práticas religiosas, explorando as interseções entre gênero, agência e espiritualidade.
A partir dessa base, meu trabalho evoluiu para estudos em equidade em saúde e deficiência, que hoje sustentam meu foco principal: a experiência neurodivergente em mulheres.
Investigo como diferentes formas de percepção — especialmente em contextos neurodivergentes — moldam sentido, identidade e experiências frequentemente descritas como espirituais. Também tenho explorado, de forma investigativa, a hipótese de que a neurodivergência pode estar associada a formas distintas de relação com estados de consciência, sentido e experiência subjetiva — incluindo aquilo que diferentes tradições culturais e espirituais nomeiam como espiritualidade.
Meu trabalho integra métodos qualitativos e pesquisa participativa (CBPR), em diálogo com neurociência, estudos da religião e abordagens fenomenológicas, para compreender como sentido e experiência emergem na interseção entre corpo, cultura e cognição.